Narrevivências de Pessoas Pretas
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2764-4251.2025.n2.74656Palavras-chave:
decolonialidade, discriminação, narrevivências, racismo, saúde-mentalResumo
Este estudo é parte de uma pesquisa e buscou ampliar o olhar sobre a saúde mental para uma clínica racializada. As narrevivências de pessoas pretas propõem um corpo às vozes coletivas de suas trajetórias existenciais subjetivas e objetivas. Elegeu-se um modo orgânico de construção de conhecimento, cuja crença é a de que há uma sabedoria do coletivo, sustentada pelo saber. Nas vozes, fica evidente que o trauma de pessoas negras não provém apenas de elementos de base familiar disfuncional, mas do contato com a violenta barbárie dos diversos ambientes. Diante disso, são necessárias produções que abordem acerca do adoecimento psíquico decorrente do racismo, caso contrário, estamos colonizando essas experiências de padecimento e redobrando a violência racista como suposto gesto de cuidado.
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