Monitoramento de qualidade da água reutilizada para cultivo intensivo de tilápia e camarão no semiárido

Autores

  • Érika Mirelly Santana de Queiroz Universidade Federal Rural de Pernambuco
  • Ugo Lima Silva Curso de Engenharia de Pesca da Unidade Acadêmica de Serra Talhada da Universidade Federal Rural de Pernambuco – UAST/UFRPE, Av. Gregório Ferraz Nogueira, Serra Talhada – PE, Brasil, 56909-535.
  • Renata Akemi Shinozaki-Mendes Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Conservação (PGBC) da Unidade Acadêmica de Serra Talhada da Universidade Federal Rural de Pernambuco – UAST/UFRPE, Av. Gregório Ferraz Nogueira, Serra Talhada – PE, Brasil, 56909-535.

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1981-1268.2024v18n1.67655

Resumo

O presente estudo avaliou as variáveis físico-químicas de qualidade da água em reuso para cultivo de tilápia (Oreochromis niloticus) e camarão (Litopenaeus vannamei) usando a tecnologia de bioflocos (BFT) no semiárido. A qualidade de água apresentou os melhores resultados usando trigo, melaço ou fécula de mandioca como fonte de carbono, sendo o cultivo com açúcar o que apresentou maiores entraves. Embora o tratamento controle seja baseado em um sistema com renovação de água, nenhum atributo apresentou diferença significativa dos demais tratamentos. A concentração de amônia variou em função dos dias de cultivo, pode-se afirmar que o sistema de BFT foi eficiente na manutenção da qualidade da água. As variações nas concentrações de amônia, nitrito, nitrato e fósforo se apresentaram como respostas diretas do pH e da temperatura, além da interferência da condutividade. Os demais atributos não foram selecionados pelos modelos (p>0,05), indicando que a variação, dentro dos valores observados, não alterou as concentrações supracitadas, destacando a eficiência do sistema de bioflocos como alternativa para reuso de água com baixas reposições. Assim, pode-se concluir que é possível a reutilização de água em cultivos com reposições mínimas para mitigar os impactos ambientais bem como fortalecer o desenvolvimento em regiões semiáridas.

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Publicado

2025-04-30

Edição

Seção

Ciências Ambientais