O Arranjo Como Confluência Entre a Música de Concerto e a Música Brasileira Popular
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Resumo
Este artigo propõe o conceito de arranjo confluente, uma abordagem que integra criativamente elementos da música de concerto e da música brasileira popular, visando sistematizar e fornecer uma terminologia didática para um tipo de criação que transcende a mera orquestração tradicional. Através de uma fundamentação teórica que articula conceitos como a Hipermodernidade (Lipovetsky, 2004), a Escrevivência (Evaristo, 2020) e o Tempo Espiralar (Martins, 2021), o autor utiliza uma metodologia autoetnográfica para analisar ferramentas de organização criativa, como o "Quadro Logístico" e o "Mapa do Arranjo", aplicadas em obras produzidas para grupos sinfônicos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Os resultados das análises descritivas dos exemplos somadas a discussão proposta no artigo demonstram como a reutilização inventiva de materiais e a inserção de citações transformam a obra original em uma "hipermúsica", revelando que a eficácia desse modelo depende da atuação do arranjador também como compositor e intérprete. Conclui-se que o arranjo confluente funciona como um ato político de Envolvimento (Bispo dos Santos, 2015, 2023), que busca desconstruir hierarquias musicais promovendo uma criação singular de múltiplos híbridismos (PIEDADE, 2005,2011), legitimando essa prática como um campo de inovação estética e integração cultural no cenário hipermoderno brasileiro.
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